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Showing posts from October, 2023

Quinta-feira, dia 26 de outubro de 2023 - viagem para Arba Minch

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Saímos por volta das 9:00 da manhã para a terceira e última cidade do Vale do Omo, Arba Minch, que é a maior da região e também a capital da província. A viagem total foi bem longa e cansativa, porque boa parte da estrada é de terra, em condições ruins, e a gente tem que parar toda hora por conta de rebanhos e gado ou de cabras. Veja, não estou falando de 2 ou 3 bois, estou falando de 20 a 30, ou umas 50 cabras, literalmente andando no meio da pista, um rebanho atrás do outro, especialmente nas proximidades das cidades e vilas. Regra geral estes rebanhos são conduzidos por crianças, sempre carregando uma garrafa plástico com um líquido cor bege, que o Malek disse que era algo à base de Sorgo, que servia também de alimentação. Este é um outro problema enfrentado pelo governo da Etiópia, a resistência dos pais em permitir que as crianças vão à escola, porque elas ainda representam uma importante função econômica no sustento das famílias. Outra coisa que vemos bastante nos acostamentos da...

Quarta-feira, dia 25 de outubro de 2023 - Turmi e Rio Omo

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 Saímos por volta das 8:00 para irmos para Omorate, que fica às margens do Rio Omo, que dá nome ao vale e é o maior rio da Etiópia, que também abriga o rio Nilo. A distância é de aproximadamente 70 km e no caminho cruzamos novamente com babuínos. Logo na chegada pega mos o guia local, o Abdi, da tribo Dasenach (que significa “povo do delta”), e fomos comer um peixe típico da região, num boteco à beira do rio.  O peixe se chama Perca-do-nilo e para mim foi a melhor coisa que comi na Etiópia. Uma carne super macia, branquinha, uma delícia. Veio servido por cima do pão de injera e eles jogam molhos por cima do pão e vamos comendo. Fiquei só no peixe e num molho apimentado, porque pão de injera só na próxima encarnação. Depois deste café da manhã pisciano, fomos fazer uma travessia típica do rio. Isso significa entrar numa canoa feita de uma peça única de tronco de árvore, movida por empurrões que o condutor local fazia com uma vara enorme, usando o leito do rio como base. Como o...

Terça-feira, dia 24 de outubro de 2023 - Tribo Mursi e viagem a Turmi

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Saímos cedo, por volta das 7hs, para irmos visitar uma vila da trib o Mursi, conhecidos pelos adereços que usam nas orelhas (homens) e no lábio inferior (mulheres), além das marcas que eles fazem na pele, provocando formas similares a queloides, mas que na cultura deles é um elemento de beleza, como se fosse uma tatuagem de alto relevo e da cor da pele.   Melak me disse que devem existir em torno de 10 mil Mursis, espalhados por diversas vilas, sendo que nem todas as vilas se relacionam umas com as outras. O caminho é longo, mais ou menos 60 minutos de carro, cruzando o parque nacional de Mago (rio de fogo, na língua Mursi), por uma estrada de terra que est ava em muito melhor estado do que a que eu pego em Santa Luzia do Itanhy para ir para minha casa. Havia uma remota possibilidade de cruzarmos com algum animal grande, tipo leão, leopardo, búfalo, mas no caminho de ida só cruzamos com uma família de babuínos e várias galinhas d’angolas. Uma das cenas mais bonitas da viagem de ida...

Segunda-feira, dia 23 de outubro de 2023 - Chegada em Jinka

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  Cheguei por volta das 9:30 da manhã no aeroporto de Jinka, super pequeno, onde fui recebido por Degu, que vai me guiar pelos 4 dias na região do Vale do Omo. A imagem abaixo mostra como fica a divisão das principais tribos da região   Comigo no carro estava um casal de russos, cuja nacionalidade eu já tinha percebido antecipadamente, pelo belo perfil eslavo da mulher. Ficamos todos no mesmo hotel (Jinka Resort), numa área bem arborizada, mas com quartos bem espartanos. O hotel me lembrou uma lastimável experiência que tive em Nova Déli, quando me hospedaram num Ashram (Sri Aurobindo) e mal consegui ficar 1 noite, praticamente sem dormir, por conta literalmente de tudo, higiene, roupa de cama, cama, banheiro, etc.  Não dá para entender como alguém pode achar um Ashram como aquele um lugar sagrado. Aliás, se aquilo é sagrado prefiro o caminho do pecado, onde seguramente encontraremos cama com molas ensacadas, roupa de cama com algodão egípcio 800 fios, entre outros itens ...

Domingo, dia 22 de outubro de 2023 - 2o dia em Addis Ababa

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 Domingo, dia 22 de outubro de 2023   O dia começou com um ótimo café da manhã, obviamente que não no hotel. Achei um perfil no Instagram com sugestões de locais para comer em Addis e escolhi irmos no Galani Coffee , que foi uma ótima opção.   Depois de passar por ruas bastante movimentadas, a gente entra numa pequena rua de terra e numa portinha você tem acesso ao espaço onde se encontra o café. Local bastante espaçoso, com uma decoração bem agradável e ótimo menu de café da manhã.   Depois do café seguimos para ir visitar a Igreja de Santa Maria, localizada na montanha Entoto, onde também há um parque. Chegamos por volta das 10:30 e a igreja estava fechada, porque abre das 5:00 às 9:00. Tudo bem, fizemos uma visita guiada a uma espécie de museu associado à igreja, fomos visitar o palácio do Rei Menelik, que mais parece uma choupana, e demos uma volta ao redor da igreja, cujo formato foge totalmente aos padrões que estamos acostumados. Mas é bom salientar que se tr...

Sábado, dia 21 de outubro de 2023 - 1o dia em Addis Ababa

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Nosso sorriso é africano! Cheguei em Addis Ababa, depois uma rápida viagem, que começou em Aracaju às 15:50 da quinta-feira e terminou em Addis às 9:30 do sábado (3:30 hora de Aracaju).  Fui para o hotel (Denver Boutique hotel) para descansar um pouco. Aqui fica uma dica sobre este hotel: NÃO FIQUE NELE!!! A língua oficial da Etiópia é o Amárico e quando eu ouvi no avião, com os comissários e pilotos passando instruções, alguns sons das palavras soavam como árabes e outros como grego. Curiosamente, quando vi o alfabeto Amárico ele parece mesmo uma união dos alfabetos grego e árabe, claro que na minha visão semianalfabeta. Dormi bastante, o suficiente para estragar o sono da noite, juntando com a diferença de fuso horário de 6 horas, e acordei no final da tarde para ir me encontrar com Soyome Alemayehu, uma pessoa que trabalha no terceiro setor, em projetos sociais relacionados à agricultura e mulheres, que uma amiga me apresentou. Enquanto aguardava o Tabote, um motorista que uma ...